sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Como recuperar o GRUB em 3 comandos

Como recuperar o GRUB em 3 comandos - Esse funciona!

Um dos acontecimentos mais frequentes com os usuários de dual boot é a "perca" do Grub. Um usuário tem dois sistemas operacionais, Windows e Ubuntu, por exemplo. Isso acontece quando você precisa, por exemplo, formatar seu velho e defeituoso Windows, que ao ser reinstalado apaga a MBR, local onde é guardada informações do disco como ordem de boot, partições etc.

O nosso GRUB fica localizado na MBR, então para recuperá-lo de forma simples e fácil siga as instruções a seguir:

Você vai precisar de um CD-Live (no meu caso utilizei a versão 9.04 do Ubuntu).

Depois de carregado o Live-CD, entre no seu terminal e digite os comandos a seguir:

1. Verificando a partição referente ao seu GNU/LINUX:

$ sudo fdisk -l

(caso esteja utilizando outro SO que não o Ubuntu, faça o login como ROOT)

2. Vamos montar o seu sistema de arquivos na sua partição GNU/Linux no diretório /mnt.

$ sudo mount -t ext4 /dev/sda6 /mnt

Neste caso o meu sistema de arquivos é EXT4 e a minha partição Linux é a sda6, troque esses campos conforme a sua configuração.

3. Instalação do Grub:

$ sudo grub-install --root-directory=/mnt /dev/sda

Fim. Fácil não?

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Entendendo a estrutura de diretórios do Linux.



O primeiro choque para quem está vindo do Windows é a estrutura de diretórios do Linux, que não lembra em nada o que temos no Windows. Basicamente, no Windows temos os arquivos do sistema concentrados nas pastas Windows e Arquivos de programas e você pode criar e organizar suas pastas da forma que quiser.

No Linux é basicamente o contrário. O diretório raiz está tomado pelas pastas do sistema e espera-se que você armazene seus arquivos pessoais dentro da sua pasta no diretório /home.

Mas, as diferenças não param por aí. Para onde vão os programas que são instalados se não existe uma pasta central como a arquivos de programas? E para onde vão os arquivos de configuração se o Linux não possui nada semelhante ao registro do Windows?

A primeira coisa com que você precisa se habituar é que no Linux os discos e partições não aparecem necessariamente como unidades diferentes, como o C:, D:, E: do Windows. Tudo faz parte de um único diretório, chamado diretório raiz.

Dentro deste diretório temos não apenas todas as partições de disco, mas também o CD-ROM, drive de disquete e outros dispositivos.

Abrindo o Konqueror, você verá um estrutura como esta:


O diretório /bin armazena os executáveis de alguns comandos básicos do sistema, como o su, tar, cat, rm, pwd, etc. Geralmente isto soma de 5 a 7 MB, pouca coisa. O grosso dos programas ficam instalados dentro do diretório /usr (de "user"). Este é de longe o diretório com mais arquivos em qualquer distribuição Linux, pois é aqui que ficam os executáveis e bibliotecas de todos os principais programas. A pasta /usr/bin (bin de binário) por exemplo armazena cerca de 2.000 programas e atalhos para programas numa instalação típica do Mandrake. Se você tiver que chutar em que pasta está o executável de um programa qualquer, o melhor chute seria justamente a pasta /usr/bin :-).

Outro diretório populado é o /usr/lib, onde ficam armazenadas bibliotecas usadas pelos programas. As funções destas bibliotecas lembram um pouco a dos arquivos .dll no Windows. As bibliotecas com extensão .a são bibliotecas extáticas, enquanto as terminadas em .so.versão (xxx.so.1, yyy.so.3, etc.) são bibliotecas compartilhadas, usadas por vários programas e necessárias para instalar programas distribuídos em código fonte (os famosos arquivos .tar.gz, que veremos adiante).

Subindo de novo, a pasta /boot armazena (como era de se esperar) o Kernel e alguns arquivos usados pelo Lilo (ou grub, dependendo de qual você tiver instalado), que são carregados na fase inicial do boot. Estes arquivos são pequenos, geralmente ocupam menos de 5 MB. Versões antigas do Red Hat e de outras distribuições criam por default uma partição separada para o diretório /boot de cerca de 30 MB, posicionada no início do disco para evitar o limite de 1024 cilindros do Lilo. Isto não é necessário hoje em dia, pois nas versões atuais do Lilo este limite não existe mais. Apesar disso, alguns usuários preferem manter o /boot numa partição separada por questões de segurança. Assim, é possível os arquivos para se carregar automaticamente durante o boot. Quando se fala em particionamento, as possibilidades são muitas, existem até listas de discussão dedicadas exclusivamente ao assunto. Afinal, talvez usar o sistema de arquivos xxx na partição yyy possa melhorar em 0,0003% o desempenho do sistema... Tem gente que realmente se prende aos detalhes. :-)

Logo abaixo temos o diretório /dev, que é de longe o exemplo mais exótico de estrutura de diretório no Linux. Todos os arquivos contidos aqui. Como por exemplo /dev/hda, /dev/dsp, /dev/modem, etc. não são arquivos armazenados no HD, mas sim links para dispositivos de hardware. Por exemplo, todos os arquivos gravados no "arquivo" /dev/dsp serão reproduzidos pela placa de som, enquanto o "arquivo" /dev/ttyS0 contém os dados enviados pelo mouse (ou outro dispositivo conectado na porta serial 1). Esta organização visa facilitar a vida dos programadores, que podem acessar o Hardware do micro simplesmente fazendo seus programas lerem e gravarem em arquivos. Não é preciso nenhum comando esdrúxulo para tocar um arquivo em Wav, basta "copiá-lo" para o arquivo /dev/dsp, o resto do trabalho é feito pelo Kernel. O mesmo se aplica ao enviar um arquivo pela rede, ler as teclas do teclado ou os clicks do mouse e assim por diante.

O diretório /etc concentra os arquivos de configuração do sistema, substituindo de certa forma o registro do Windows. A vantagem é que enquanto o registro é uma espécie de caixa preta, os scripts do diretório /etc são desenvolvidos justamente para facilitar a edição manual. É verdade que na maioria dos casos isto não é necessário, graças aos inúmeros utilitários, mas a possibilidade continua aí. Os arquivos recebem o nome dos programas seguidos geralmente da extensão .conf. Por exemplo, o arquivo de configuração do serviço de dhcp é o dhcpd.conf, enquanto o do servidor proftp é o proftpd.conf. Claro, ao contrário do registro os arquivos do /etc não se corrompem sozinhos e é fácil fazer cópias de segurança caso necessário...

O diretório /mnt (de "mount") recebe este nome justamente por servir de ponto de montagem para o CD-ROM (/mnt/cdrom), drive de disquetes (/mnt/floppy), drives Zip e outros dispositivos de armazenamento. O uso do diretório /mnt é apenas uma convenção. Você pode alterar o ponto de montagem do CD-ROM para /CD, ou qualquer outro lugar se quiser.

Nada impede que você crie mais pastas no diretório raiz para armazenar seus arquivos. Apesar de ser recomendável em termos de organização e segurança, você não é obrigado a concentrar seus arquivos dentro do seu diretório de usuário. Nada impede que você logue-se como root, crie uma pasta /MP3, abra o menu de permissões para que seu login de usuário tenha permissão para acessá-la e a utilize para guardar suas músicas, por exemplo.

Fonte: GHD

sexta-feira, 4 de março de 2011

Rode e instale distribuições Linux através de um pen drive.

Você caro amigo que utiliza o Windows no seu computador mais sempre teve vontade de experimentar Linux sem se preocupar com grandes divagações técnicas, como dual-boots e termos afins?

Se a resposta for afirmativa, então procure por LiLi (Linux Live USB Creator). Esta aplicação permite instalar, caso queira, ou apenas iniciar em cinco passos um sistema completo e funcional de Linux, a partir de um pen drive, e sem alterar nada no Windows.

Em complemento, ao utilizar o software de virtualização VirtualBox, o LiLi possibilita a utilização do Linux no próprio Windows, sendo que suporta diversas distribuições conhecidas como Ubuntu, Kubuntu, Fedora ou Mint.

Faça o download livre do LiLi USB Creator em: http://www.linuxliveusb.com/

Além de toda mobilidade oferecida pelos sistemas bootáveis via USB, no Linux ainda temos a vantagem de criar versões live no pendrive, que nos permitem utilizar o Linux em qualquer micro sem necessidade de qualquer tipo de instalação física, apenas plugando o pendrive na máquina.

Outra dica para Linux bootável pela porta USB através de um pen drive....

Algumas distribuições Linux como o Fedora possuem o seu próprio programa de criação de discos bootáveis como o Fedora USB Creator ou o Ubuntu Creator. A desvantagem ou vantagem neste caso é que o aplicativo Fedora permite criar sistemas bootáveis no Windows e o aplicativo Ubuntu roda somente no próprio Ubuntu.

Outra opção que permite criar usbs bootáveis a partir de qualquer distribuição Linux é o aplicativo Unetbootin, que pode criar discos tanto através do Linux, quanto do Windows, basta fazer o download da versão desejada.

Rode o programa, escolha qual distribuição Linux deseja criar um boot, indique a ISO ou o cd de instalação da mesma e aproveite a viagem.

Espero que com essa dica possam aproximar mais curiosos e sem medo para o mundo Linux.


Manual de sobrevivência Linux.


O Manual de Sobrevivência Linux é um guia gratuito voltado para a parte técnica, indicado para usuário intermediários tentando para avançados. O objetivo do livro é de auxiliar o usuário de forma rápida e prática, ou seja, um Handbook.
Este manual encontra-se dividido em três partes, para melhor entendimento do mesmo:
Capítulo 1. Dicas e Princípios Básicos do Linux – Essa primeira parte consiste em uma introdução (Conceitos básicos) do que o usuário precisa saber para seguir em frente na leitura do livro. Caso seja leigo, é imprescindível que passe pelos “Conceitos básicos”. Também são abordadas algumas “dicas básicas” muito úteis que lhe ajudará no dia a dia para convivência com o Linux.
Capítulo 2. Comandos do Terminal – Para que possamos utilizar com maior facilidade o terminal de comandos do Linux (shell), saber os nomes dos comandos – às vezes, antes de saber o que eles executam – é de extrema necessidade. Também como abordagem, coloquei em prática as noções básicas descritas no Capítulo 1 deste manual. Complementando este capítulo, no final estão organizados os comandos específicos correspondentes a cada distribuição. É uma forma mais fácil de encontrar o comando que deseja, caso o mesmo só pertença a sua distribuição.
Capítulo 3. Dicas Avançadas – Essa parte é sem dúvida a “salvação” de muitos que utilizam o Linux e querem tirar o máximo de proveito do programa mas não sabem como. Aqui abordaremos assuntos importantes sobre como compilar programas
no Linux, como obter uma proteção para sua rede, compartilhar a internet com segurança, checar dispositivos(HD, CD-ROM, Disquete, etc), aprender a utilizar vários comandos em conjunto, e mais.
Autor: Tales Araújo Mendonça.
Baixe já !! Manual de Sobrevivência Linux (PDF)

Fonte: www.pliniotorres.com

Espero que gostem da dica.

Checando dependências de pacotes em Debian Linux e derivados.

Vamos aprender a verificar dependências de pacotes com a ferramenta apt-rdepends em sistemas derivados do Debian Linux. Uma coisa muito legal é que o apt-rdepends resolve dependências em recursividade, ou seja, não só mostrar as dependências de um pacote, mas também as dependências das dependências. Isso é ótimo, por exemplo, se você quer reconstruir um pacote a partir de fontes etc.

Vamos instalar o rdepends via apt-get:

# apt-get install apt-rdepends

Após ter instalado, vamos checar um pacote como exemplo:

# apt-rdepends firefox
Lendo lista de pacotes... Pronto
Construindo árvore de dependências
Lendo estado da informação... Pronto
firefox
Depende: firefox-3.0
firefox-3.0
Depende: debianutils (>= 1.16)
Depende: fontconfig
Depende: libatk1.0-0 (>= 1.20.0)
Depende: libc6 (>= 2.4)
Depende: libcairo2 (>= 1.6.0)
Depende: libgcc1 (>= 1:4.1.1-21)
Depende: libglib2.0-0 (>= 2.12.0)
Depende: libgtk2.0-0 (>= 2.12.0)
Depende: libnspr4-0d (>= 1.8.0.10)
Depende: libpango1.0-0 (>= 1.20.1)
Depende: libstdc++6 (>= 4.1.1-21)
Depende: psmisc
Depende: xulrunner-1.9 (<< 1.9~b6~)
debianutils
Pré-Depende: coreutils (>= 4.5.8-1)
Pré-Depende: libc6 (>= 2.7-1)
Pré-Depende: mktemp
.....

Para ter acesso a mais informações sobre o apt-rdepends, dê uma olhada no manual.

$ man apt-rdepends

Fonte:
Howtoforge

Espero que gostem da dica.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Compilando o kernel no Debian Lenny !

Ao recompilar o Kernel em sua distribuição para uma versão mais atualizada, você terá diversas melhorias, dentre elas estão o ganho de estabilidade e velocidade.







Passo 1:

Para começar a recompilação, você precisa ter uma ferramenta para seu desenvolvimento. (se já possui não é necessário):
# apt-get install gcc make

Passo 2:
Download do kernel 2.6.35:
# wget -c http://www.kernel.org/pub/linux/kernel/v2.6/linux-2.6.35.tar.bz2

Passo 3:
Feito do download para a pasta pessoal, deverá mover para a pasta /usr/src/ (em modo ROOT):
# mv linux-2.6.32.tar.bz2 /usr/src/

Passo 4:
Descompactar a arquivo zipadoe crie um link simbólico:
# tar -vfjpf linux-2.6.32.tar.bz2

Depois que o arquivo estiver descompactado vamos criar um link simbólico para ele /usr/src/linux apontando para /usr/src/linux-2.6.32, assim
# ln -s /usr/src/linux-2.6.32 /usr/src/linux

Passo 5:
Configurando o kernel:
# make menuconfig

Obs.: Se ocorre um erro como "Erro 1 / 2" você deverá usar:
# apt-get install ncurses*

Passo 6:
Compilação do kernel. Depois de tudo feito, você irá criar seu kernel específico:
# make
# make modules
# make modules_install


Passo 7:
Instalação do kernel:
# make install

Irá instalar três arquivos no /boot:
  • System.map-2.6.3x
  • config-2.6.3x
  • vmlinuz-2.6.3x
Passo 8:
Criar o initrd.img para o seu kernel. Contém o mapa de driver de dispositivos necessário para carregar o resto do sistema operacional. Nem todos os computadores precisam, porém é mais seguro criar.
# cd /boot
# mkinitramfs -o initrd.img-2.6.32 2.6.32


Passo 9:
Modificar o GRUB. Utilize qualquer editor que desejar: Kedit, Vim, Nano, Gedit(Gnome) Kedit (KDE).
# gedit /boot/grub/menu.lst

## ## End Default Options ##

title Debian GNU/Linux, kernel 2.6.3x
root (hd0,x)
kernel /boot/vmlinuz-2.6.3x root=/dev/sdax ro quiet
initrd /boot/initrd.img-2.6.3x

Obs.: Essas configurações são das minhas partições, dependendo das suas o arquivo pode ser diferente.
# update-grub

Passo 10:
Reinicie o computador.
# reboot
ou
# shutdown -r now

E pronto, temos uma excelente nova versão do kernel, fazendo boot rápido, abrindo pastas excelente, atualização do apt-get e aptitude que também foi recentemente optimizadas. venho utilizando Linux com uma certa frequência e estou gostando e tentando ajudar.

domingo, 22 de março de 2009

Acessando partições NTFS no Linux.

Para acessarmos as partições Windows, que hoje em dia são as NTFS, faça tudo como descrito sem pular nehuma etapa.

Vamos lá!!





Em modo ROOT(#) Terminal /Cosole, vamos digitar os seguites comandos:
# modprobe fuse
# echo "fuse" /etc/modules
# apt-get update
# apt-get install libfuse2 fuse-utils
# apt-get install ntfs-3g

OBS: Onde tiver um X Vermelho é a ordem de sua partição no seu sistema

Agora crie uma pasta em /mnt que irá representar sua partição ntfs
# mkdir /mnt/hdax

Agora modifique o fstab adicionando a linha que contem partição ntfs;
Exemplo:
/dev/hdax /mnt/hdax ntfs3g user,exec,umask=000 0 0

Agora para que você monte esta partição digite;
# ntfs-3g /dev/hdax /mnt/hdax

Agora vá na pasta /mnt/hdax pronto lá aparecerá os seus arquivos na partição ntfs.

Espero que esse tutorial tenha o ajudado!!